O verdadeiro "Harden The Fuck Up"

Harden The Fuck Up - cada um tem o seu motivo para treinar dessa maneira. Mas, hoje, queremos falar dos porquês de Carlos Alberto.


A sua história é bem incomum. Aos seis anos de idade começou a perder a força em suas pernas, mal conseguir parar em pé. Isso se deu por ter tido um princípio de paralisia em sua segunda vértebra da coluna, uma doença neurológica chamada de Paraparesia Espástica, os músculos da perna começaram a atrofiar.


Os médicos chegaram a se preocupar com a possibilidade do Carlos ficar dependente de uma cadeiras de rodas. Mas lhe deram um caminho que o ajudaria superar essa situação: o esporte.


Era pequeno com uma bicicletinha queque Carlos conseguiu deixar para trás a ideia de usar a cadeira de rodas para iniciar sua jornada no ciclismo. 


Num primeiro momento, esse esporte era puramente uma forma de fortalecimento dos membros inferiores e melhoria da locomoção. Como ele mesmo diz " graça a bike eu comecei a ganhar força nas pernas e hoje minha locomoção é bem melhor"


Mas isso não era o suficiente, ele queria um desafio maior para fortalecer ainda mais suas pernas.   Então, há cinco anos começou a prática o Mountain Bike (MTB). No começo era só hobby, com passar do tempo, foi levando tão a sério que começou a competir na categoria geral (junto de atletas que não possuem nenhuma deficiência).  Três anos depois, foi apresentado ao paraciclismo 


Segundo ele "foi bem interessante porque era com uma bike de estrada, coisa que eu nunca tinha usado - era uma speed."


Pelo visto, se adaptou rápido a essa nova modalidade, pois logo no primeiro ano já foi campeão brasileiro na categoria MC1. No ano seguinte foi convocado pela seleção brasileira para participar do Mundial de Pista, no Velódromo Olímpico do Rio de Janeiro.


Nos anos seguintes, mais vitórias, na copa do mundo da Itália, conquistou o 4° lugar na prova de contra relógio e 3° na prova de resistência. Na Bélgica conseguiu garantir a 9° colocação na prova de contra relógio e 3° na resistência novamente.


Esta semana, decolou para o Canadá e irá defender a camisa brasileira na última etapa da copa do mundo. Depois, parte para o Peru onde disputará os jogos parapan-Americanos. 


Mas o Carlos não queria que o Brasil estivesse estampado apenas em sua camisa, queria a bandeira em sua bicicleta. E nesse desejo, pudemos ajudar tendo a honra de participar um pouco dessa jornada.


Por fim, deixamos nossa torcida…


Vai lá Carlos, torce o cabo!



1 comentário

Luci Ferreira

Uau
Qie estoria linda 👏🏻👏🏻👏🏻👏🏻👏🏻

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